HABITAÇÃO

Capacetes Coloridos

Capacetes Coloridos, 2007 Cor NTSC 37’42”
Versão atualizada em 2010
[legendado em português]

Formato: Digital (Mini-DV; Mpeg)
Finalização: agosto de 2007
Direção, Roteiro, Produção: Paula Constante
Montagem: Paula Constante e Maria Clara Bueno (colaboração)
Técnico de Som: Paula Constante, Rose Pan
Cinegrafistas: Antonio Gonçalves da Silva, Luiz Bargmann, Isadora Guerreiro, João Guerra e Paula Constante
Direção de Arte: Oficina 2+
Trilha Sonora Original: Tiarajú Pablo D’Andrea

Orientação (Trabalho Final de Graduação FAUUSP): Prof. Dr. Silvio Dworecki

Sipnose: Ao traçar um paralelo entre o canteiro de ampliação do campus da USP na Zona Leste e o canteiro do mutirão autogerido da Associação Paulo Freire, ligada à União dos Movimentos de Moradia de São Paulo, o documentário traz à tona questionamentos sobre o fazer arquitetônico numa sociedade na periferia do sistema capitalista. Realizado como Trabalho Final de Graduação na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

Mais informações: usp.br/fau/disciplinas/tfg/tfg_online/tr/071/a062.html

Agradecimentos: A todos os mutirantes e trabalhadores da construção civil envolvidos, por toda sua luta. Ao Sérgio Ferro, aos companheiros da Usina-CTAH, pela inspiração e discussões. Ao vídeo FAU por todo apoio. À Escola de Samba GRCSES Águia de Ouro, pela música. À Ana Carolina Carmona da Oficina 2+, que elaborou todos os letreiros. Ao João Guerra que fez um trabalho incrível na entrevista com Sérgio Ferro. Ao Jorge Bodanzky, João Whitaker e Vera Pallamin que compuseram a banca examinadora. Caio Monfort, Maurício Chaubet, Silvio Cordeiro, Francisco Toledo, Daniel Ifanger, Vanessa Pessoa, João Yamamoto (Joca), pelas dicas e apoios essenciais. A todos os entrevistados, que colaboraram fundamentalmente para a construção da estória.

Agradecimentos especiais: Ale, Dé, Dinoca, Gabi, Isa, Jo, Le (Leca), Pá, Dani e Graça. Imagino: se não fossem vocês… E à minha família, por tudo. Tudo mesmo.

Extras de Capacetes Coloridos:
Litros de Suor (vimeo.com/9183045)
Telha (vimeo.com/9179130)

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Habitação social: velhos enfoques sob novas perspectivas

Um bom texto de Ermínia Maricato publicado nos “Cadernos Metrópole” aglutinando os resultados de pesquisas que surtiram os efeitos mais abrangentes no que diz respeito à critica de questões relativas à habitação, construção e trabalho capitalistas, abrangendo desde técnicas construtivas até políticas públicas. Bom ponto de partida para novas pesquisas, elencando biobliografias que já discutiram as diferentes temáticas relativas à habitação social. Segue o resumo. Para acessar o texto clique aqui.

POR UM NOVO ENFOQUE TEÓRICO NA PESQUISA SOBRE HABITAÇÃO

O texto constata que a maior parte das pesquisas sobre habitação se dão no contexto da esfera do consumo, dimensionando-o e qualificando-o. O Estado e as políticas públicas ocupam um papel central no conjunto desses trabalhos. Embora eles forneçam um quadro importante sobre a carência de moradias, a segregação territorial, a exclusão social e as políticas institucionais ignoram, frequentemente, a centralidade da produção na determinação do ambiente construído. Em especial, chamam a atenção a produção acadêmica sobre arquitetura e urbanismo que ignora a construção e a produção sobre tecnologia que ignora o trabalho. Essas características estão nas raízes da formação da sociedade brasileira – desprezo pelo trabalho, distanciamento entre discurso e prática. É preciso reorientar o enfoque teórico da pesquisa sobre habitação.

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Casa de quem, vida de quem?

Artigo claro e conciso de Pedro Arantes e Mariana Fix no Correio da Cidadania, avaliando os primeiros passos do programa “Minha Casa Minha Vida” do Governo Federal. Escrito em julho de 2009, elabora a questão em onze pontos bastante pertinentes. Segue um fragmento do texto . Prara acessar o texto completo clique aqui.

PACOTE HABITACIONAL DE LULA É A PRIVATIZAÇÃO DA POLÍTICA URBANA

O problema da moradia é real e talvez seja um dos mais importantes no Brasil. Contudo o “Minha Casa, Minha Vida” não o formula a partir das características intrínsecas ao problema, mas sim das necessidades impostas pelas estratégias de poder, dos negócios e das ideologias dominantes. Ou seja, o pacote alçou a habitação a um “problema nacional” de primeira ordem, mas o definiu segundo critérios do capital, ou da fração do capital representada pelo circuito imobiliário, e do poder, mais especificamente, da máquina política eleitoral.

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