ARQUITETURA E TRABALHO

Divisão social do trabalho em arquitetura?

Resenha de Felipe Drago sobre o livro “Arquitetura e Trabalho Livre”, de Sérgio Ferro, para a revista Sinal de Menos recuperando alguns temas do autor articulados com reflexões sobre técnica e arte em T. Adorno e Walter Benjamin. Segue um fragmento do texto. Para acessar o texto clique aqui.

NO RASTRO DE SÉRGIO FERRO

Nenhum arquiteto antes de Sérgio Ferro havia levado a cabo a tarefa já há muito realizada em outras áreas de conhecimento, inclusive no próprio urbanismo: fazer a arquitetura entender a si mesma como esfera separada, comandada pela dinâmica de produção de mercadorias. Em suas palavras em entrevista à revista Crítica Marxista, em 2002: “É bastante simples: como tudo sob o Capital. Arquitetura é mercadoria que o serve – e isto fornece o essencial do seu contorno entre nós. Se é mercadoria, procura, sobretudo, a mais-valia, que alimenta o lucro. Para que haja mais-valia há, forçosamente, exploração do trabalho, sua mutilação e submissão às autoridades representantes do capital.” E completa: “Pouco importa a ideologia do arquiteto: nas condições normais de produção, ele serve ao capital (ou aos estados ditos socialistas – que o Robert Kurz já demonstrou serem variantes do capital).




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