25 e 26 dE agOsto tEm mUtiRão no pOnto dE cULTura!!!

17 08 2012





EstamOs ocUpando o Largo Glênio Peres, durante todo o dia! É a feSta da BiOdiveRSidade!

24 05 2012

São cerca de 40 coletivos que organizam essa feSta e muitos outros que participam, propondo atividades ou simplesmente comparecendo no Largo.

É uma feSta para comemorar a LUta. As diversas lutas protagonizadas por movimentos sociais, coletivos, comunidades, que se reúnem uma vez por ano para convergir pautas, estreitar laços e dialogar com a população da capital. É também um espaço de denúncia do capital e dos governos, que há alguns anos vem escorraçando a população dos espaços púbicos.

Em Porto Alegre temos sentido na pele a privatização dos espaços públicos, que é apenas uma das facetas estratégicas do capitalismo. No centro da cidade, essa reclamação ecoa! Começou com o Gasômetro, que foi “adotado” pela gatorade (by coca-cola company), que fez das bancas outdoors, impondo suas propagandas, ao mesmo tempo em que a Prefeitura passou a permitir o acesso dos carros à Orla, que também ali roubam o lugar das pessoas e da cultura pública. Na pracinha do gasômetro está sendo construído um estacionamento, afinal para quê espaço para a sociabilidade? Mas não somos carros! A associação de moradores tem tentado transformar esse plano, mas a suspeita é que seja tarde demais. Estacionamentos virou mania da Prefeitura, que tem transformado vários espaços ocupados pela população em estacionamento, como no caso do antigo camelódromo.

Seguindo pela Rua da Praia, logo chegamos ao Largo Glênio Peres, que foi privatizado por uma Parceria Público e Privado (as PPPs) firmadas entre a Prefeitura e a Coca-Cola (de novo!). Por acaso, depois dessa “adoção” do Largo, se fez uma lei para proibir o seu uso. Nesse ano, mais uma vez, quase tivemos a proibição da feSta da BIOdiveRSidade. Muitas feiras como da Economia Solidária e do Pêssego foram proibidas no Largo, que agora vai ganhar mais um chafariz, que afinal é bem melhor do que qualquer manifestação política ou cultural. O grupo de teatro de Rua Levanta Favela conta da dificuldade que tem enfrentado para realizar suas peças pelas ruas da capital gaúcha, que muito se orgulha de sua forte veia artística. Teatro só pras elites e de preferência que não promova muita reflexão sobre a realidade e, por favor, que não fale de política e cultura, ainda mais no período da Copa do Mundo e de eleições. O espaço do Largo foi apropriado pela FIFA para a Fanfest, que será o ÚNICO local da cidade autorizado a transmitir os jogos da copa de 2014, ou seja, se você curtia ver seu jogo de futebol no boteco com seus amigos, se ferrou… na Copa ou é na FAnfest ou verá os resultados das partidas nos jornais!

Coca-cola faz marqueting usando o espaço público

Dali até a Redenção, um belíssimo parque, que a prefeitura tem dedicado esforços para precarizar, validando a ideia de que o que é publico não funciona, sendo eficiente só a iniciativa privada, na velha tentativa do Estado Mínimo. Afinal, se fica mal cuidado, se justifica a necessidade da parceria privada, que viria arrumar o que a própria prefeitura estragou. E lá venderam para a Pepsi (que também é cola!) que além da publicidade, não passaram sequer uma vassoura. Eles não irão descansar enquanto não cercarem aquilo tudo, para poder cobrar uma entrada, que vai nos proporcionar, na melhor das hipóteses, o mesmo parque que temos hoje, mas aí com grades e com receita (que vai pro bolso de alguém). Assim também aconteceu com o Araújo Viana, que fica dentro da Redenção, que depois de um projeto mal sucedido que demandou uma reforma e mais custos, foi “adotado” e será gerenciado pela Coca-Cola (mais uma vez!) e como não poderia faltar, fizeram ali mais um estacionamento…

Assim todas as feiras, que foram conquista dos agricultores e consumidores da capital, foram sem explicação apropriadas pela Maggi e Gatorade, conhecidas pelo fomento da alimentação industrializada, comprometendo a saúde da população com coquetéis químicos, que desconhecemos suas reações em longo prazo e com a ajuda da criminalização da produção da agroindústria familiar, através da vigilância sanitária e padrões internacionais que homogenizam as formas de produção, e que nada tem a ver com agroecologia ou agricultura familiar.

E o Largo Zumbi dos Palmares? Espaço aberto propício para a realização de grandes eventos ou atividades como a capoeira e a roda de samba. Mas grupos de Capoeira têm relatado uma série de situações onde a polícia militar aborda os capoeiristas, verifica a ficha corrida das pessoas, constrangendo-as, alegando que aquele espaço não é para fazer barulho. Essa prática era realizada no surgimento da capoeira, buscando a criminalização dos escravos. Será mera coincidência?

E então chegamos à zona rural de Porto Alegre, onde áreas produtivas estão sendo transformadas em condomínios de luxo, vendidos com o rótulo de “verdes”, alterando completamente a paisagem em áreas de até quatro milhões de metros quadrados. Isso força a saída dos pequenos agricultores, que não tem como competir com a exorbitância do valor da terra, produzido pela especulação imobiliária. Isso também afeta as poucas áreas de ambiente natural, ricas em biodiversidade e nascentes, ainda presentes em uma capital.

Também pode ser coincidência o “cala-boca cidade baixa” que tem sido promovido pela prefeitura, exatamente no mesmo momento em que se discute a privatização da Orla do Guaíba. Existem relatos de estabelecimentos que foram autuados por não terem alvará (que não tem sido liberado há muitos anos pela prefeitura) e que receberam uma proposta de se transferirem para a orla, nesse caso recebendo o tão batalhado alvará, mas tendo que se comprometer a vender o ponto e não retornar a cidade baixa pelos próximos dez anos. Aí, podemos ver a lógica do livre mercado, que livra os seus compadres e ferra com a maioria. A privatização da Orla contou com a desculpa da Copa do Mundo, que além de faturar com estádios, irá vender casas com as melhores vistas para gente rica, doar extensas áreas públicas para a iniciativa privada e remover milhares de famílias de seus bairros de origem. Ter que tirar os moradores, que vivem lá há trinta, quarenta anos ou muito mais. Mas gente pobre não tem direito. E afinal quem tem direito? O que é direito? E para quem? E afinal, a cidade é para quem?

Essas são apenas algumas histórias. Existem muitas outras que ainda não foram contadas. Venha contar a sua hoje, no Glênio Peres… Afinal, onde aperta o seu sapato?

Estamos no largo! venha para cá!

VeNHA pArA O lARGO!!!





Festa da Biodiversidade 2012 – em espaço público, pelas causas coletivas

12 05 2012

No dia 24 de maio acontecerá a 6ª Festa da Biodiversidade no Largo Glênio Peres. É a principal atividade da Semana da Biodiversidade, que desde 2007 é organizada por diversos coletivos, com a proposta de celebrar as lutas pela biodiversidade, compreendidas não somente pelo viés biológico, mas como toda a diversidade de manifestações sociais, culturais e ambientais.

 É um espaço de resistência e educação, que promove o encontro entre a população da cidade com pessoas e organizações que trabalham por causas coletivas de interesse público, como condição para construir o mundo justo e solidário que muitos sonham, mas que ainda poucos ousam construir.

Durante todo o dia atividades como oficinas, mostras, exposições dos trabalhos dos grupos, teatro, roda de capoeira, mutirão e outras trocas espontâneas tomam conta da rua.

PaRticipE!

 

hiStÓriCo do diA da BIOdiveRSidade

O dia da bioDiveRSidade surgiu da crítica à forma como se “comemorava” a semana do meio ambiente. Historicamente essa “comemoração” representava uma apropriação da data por empresas, governos e partidos políticos com o objetivo de fazer marketing verde. Dentro desse quadro, o discurso do movimento ambiental era “dia do meio ambiente: nada a comemorar”.

Em 2007, diversos coletivos se juntaram para estragar essa festa. Naquele ano a ONU instituiu o dia internacional da biodiversidade, que foi subvertido por esses coletivos e movimentos, contrabandeando temas que não aparecem na grande mídia. Esse momento histórico representou uma mudança na luta ambiental, que passou a ser debatida dentro dos mais diversos movimentos sociais e coletivos.

Então surge o dia da bioDiveRSidade, para manifestar e festejar as lutas pela biodiversidade. Esta biodiversidade que é compreendida não somente pelo viés biológico, mas como toda a diversidade de manifestações sociais e culturais que buscam contrapor a força homogeneizante do sistema capitalista.

A escolha do Largo Glênio Peres representou um deslocamento da tentativa de diálogo. A manifestação não seria realizada na Redenção, no Moinhos de Ventos, ou em frente a prédios públicos ou de grandes empresas, mas no centro da capital gaúcha, voltada à população trabalhadora de Porto Alegre.

Uma das formas de comunicação desses coletivos com a população é através da feira, onde essa diversidade de grupos não precisa dizer apenas uma coisa, mas se expressar nas suas mais distintas formas, buscando diálogos.

Nos materiais de divulgação não aparecem os logos dos grupos que organizam ou financiam, pois o que importa é construir uma identidade coletiva. O desafio é construir movimento a partir da diversidade de coletivos e não mais a partir da tentativa da hegemonia de poucos. Esse processo muda a cultura política de relação entre os grupos, pois o que está em pauta não é disputar essa hegemonia, mas aprender a construir coletivamente. E este processo transforma os coletivos.

Essa articulação não permite governos, partidos políticos ou empresas. A decisão representa a tentativa de fazer outro tipo de política, que tem sido marca dessa grande diversidade de coletivos surgidos em Porto Alegre. Cada um deles se ativa por lutas bem distintas, mas se encontram uma vez ao ano para buscar convergências e fortalecer a trama das redes nas quais estão inseridos. Alguns só se encontram nesse dia. Outros já passaram a conviver cotidianamente em ações e espaços conjuntos.

Dessa forma, o dia da bioDiveRSidade, que no calendário marca 22 de maio, aqui em Porto Alegre tornou-se uma semana de agitação. O ápice tem sido a Feira da Biodiversidade, mas a programação é intensa durante toda a semana. A forma da seMana da bioDiveRSidade é esta, mas o conteúdo precisa ser construído a cada ano pelos coletivos que se envolvem.

ColEtivOs da BIOdiveRSidade:

Amigos da Terra Brasil

ANAMA – Ação Nascente Maquiné

Associação de Moradores São Judas Tadeu

Associação de Mulheres Vitória Régia

Cambada em Ação Direta Levanta Favela

Camboim – Coletivo de Educadores

CaSatieRRa

Cinturão Verde

Coletivo Catarse

Comitê Popular da Copa

COMPAZ – Comunidade Morada da Paz

Comunidade Autônoma Utopia e Luta

Confeitaria Brasil

CulturArtivista

DAIB –UFRGS

Dionísios

Econsciência

Ecoecoa Editora Educadora Libertária

Escola do Beabá de Angola Malta dos Guris e Gurias de Rua

Expressão Popular

GARRA – Grupo de Apoio a Reforma Agrária

Grupo de Capoeira Angola Zimba

Grupo UVAIA

Grupo Viveiros Comunitários

Guaiy

InGá – Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais

Maracatu Truvão

Movimento Zeitgeist

NegrArte – Artesanatos Ecológicos e Cachacinhas Artesanais

Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo

Ponto de Cultura Ventre Livre

Princípio Ativo

Programa Macacos Urbanos

Rizoma Cooperativa

RODA – Rede Orientada ao Desenvolvimento da Agroecologia

Senda Viva

SOS Rio Uruguai

TV Nagô

Vanguarda Abolicionista

 

http://blogfestadabiodiversidade.wordpress.com/2012/05/12/festa-da-biodiversidade-2012-em-espaco-publico-pelas-causas-coletivas/





mUtiRãO na comUNIDADE moRada dA pAz

8 05 2012

mUtiRãO de BIOconstruçãO nos dias 18, 19 e 20 de maio, para reforma de uma casa de parede de palha e barro, recebida durante o Fórum Social Mundial de 2005 e que necessita de reparos.

Venha colaborar com a comunidade!

Imagem

A atividade é parte da sEmaNa da BIOdiversidade

(viste o blog http://blogfestadabiodiversidade.wordpress.com/)

Vagas limitadas!

Inscrições com a Comunidade Morada da Paz – COMPAZ pelo e.mail moradadapaz@gmail.com

até o dia 15 de maio.





mUtiRão nO ECOnsciência

27 03 2012

caSatieRRa e ECOnsciência realizam mutirão no feriado de páscoa.

Data: de 5 a 8 de abril (feriado da páscoa)

20 vagas!

Inscrições devem ser feitas até o dia 03 de abril (terça-feira), pelo e.mail casatierra.poa@gmail.com

Contribuição individual de R$50,00 para auxiliar no transporte e alimentação.

O mutirão é um espaço de trabalho coletivo, baseado na solidariedade e colaboração para a execução de uma tarefa difícil ou grande demais para ser realizada individualmente. O mutirão depende e também fortalece a reciprocidade de uma comunidade, que envolve o dar e o receber. Nos dias de hoje, nossas comunidades se dão para além do espaço físico e da vizinhança, ampliando as possibilidades de relações sociais e dos laços que nos unem a outros. Hoje falamos em redes, que tem como seus pontos de conexão muitos temas, sentimentos, utopias, identidades, ideais, saberes.

 

O objetivo desse mutirão é avançar em algumas obras de bioconstrução do projeto do ECOnsciência, buscando preparar o espaço para o período de inverno. Além disso, queremos acionar a rede que compartilha ideais com esse espaço e também com o caSatieRRa, buscando nessa contribuição de pessoas e de grupos, proporcionar um espaço de prática, trocas de conhecimentos e experiências e o fortalecimento das nossas relações.

Vamos botar a mão na massa?





BIOconstruíndO nO caRnavaL

29 02 2012

Nos dias 17 a 21 de fevereiro de 2012 realizamos o curso de bioconstrução no espaço Econsciência no Morro São Pedro, zona rural de Porto Alegre. Nem mesmo o calor intenso e a estiagem impediram a turma de botar a mão… os pés e o corpo inteiro na massa… de barro. Foram quatro dias de muito trabalho, trocas, aprendizagens e companheirismo.

tRipa de paNo e os teStes das teRRas.

pisando o baRRo no rITmo da ciRanda; faZeNdo paRede de paU-a-piQUe e dE tiJoLo cRu.

banheiRo seCO e feRRocimeNto paRa os boXeS.

áGUas ciNZas, camINhoS, dRenaGEnS.

exerCitandO a CRIatividade coM tiNtas natUraiS.

moSaiCO, ceRâmiCa aRmada, tAIpa de piLão, eM uma diveRtida CONfraterniZaçãO.

a tURma!

caSatieRRa e Econsciência agRadecem a partiCipaAÇãO de tOdOs!

 





ECOnsciêNcia em tranSformAÇãO

13 02 2012

CaSatieRRa e Econsciência esquentam os preparativos para o curso de bioconstrução no carnaval.

Para quem conhece o espaço Econsciência, no Morro São Pedro, zona rural de Porto Alegre, vai se surpreender com as transformações das últimas semanas. O terreno em torno da cabana foi recortado para receber contenções, patamares, caminhos, laguinho, canal de infiltração das águas cinzas, que juntos se transformarão numa das áreas de produção agroecológica do Econsciência. O espaço terá agora também, uma nova área de camping, além da construção de uma estrutura externa, que acolherá dois chuveiros e um banheiro seco, onde serão realizadas muitas das práticas de bioconstrução.

preparação para o curso de bioconstrução no carnaval

transfORmAçÃO no econsciência

 

O cURso de BIOconstRUçãO desse ano vai debater e praticar técnicas de banheiro seco, tratamento de águas cinzas e laguinho; construção de patamares, caminhos, drenagens e muro de arrimo; paredes de pau-a-pique, taipa de pilão, tripa de pano e tijolo cru. Também vamos trabalhar com rebocos de cal, de terra, tintas naturais e mosaicos.

Há vários anos o casatierra e econsciência vem trabalhando para a criação de assentamentos humanos mais sustentáveis, nos espaços urbanos e rurais. O projeto que vem sendo construído no econsciência pretende aperfeiçoá-lo como espaço de educação e de prática. Um espaço realmente pedagógico, onde diversas técnicas podem ser conhecidas e difundidas.

No curso de bioconstrução desse ano vamos materializar mais uma etapa desse projeto. O banheiro seco é uma proposta que agrega diversas demandas e técnicas, que podem servir de modelo a outras propriedades da região. Nele, haverá compostagem dos resíduos sólidos e tratamento das águas cinzas para a utilização na propriedade. É uma forma de saneamento simples e seguro para evitar a contaminação das nascentes.  O aquecimento da água dos chuveiros será feito através de uma caldeira. Nas paredes, praticadas diversas técnicas de construção e acabamento com terra.

preparação para o curso

 

Para o CaSatieRRa a bioconstrução é entendida como forma de integração de comunidades e seu ambiente. Muito mais que uma construção, uma imagem ou uma técnica, o que importa são as relações que são geradas e os significados das construções para quem projeta, constrói e usa. Sendo assim, a autonomia é um de seus princípios.

Para nós, é fundamental que a bioconstrução seja vista integrada à agroecologia, tendo esta como conceito maior. Cada vez mais, o “verde” vem sendo mercantilizado, como uma falsa solução, que só reinventa o capitalismo. Justamente por isso é que consideramos que a bioconstrução deve ser muito mais do que a busca por soluções técnicas, entrando assim no campo da política e das transformações sociais.

O carnaval será um feriado de muito trabalho, trocas e diversão, num cenário privilegiado da capital gaúcha – em meio à mata atlântica e muita gente bacana!

PaRTIcipe!